Vulcan enfrenta nova falha em booster, mas ainda completa missão

A anomalia bastante semelhante à do 2° voo reacende dúvidas sobre a maturidade técnica do foguete.

Na manhã do dia 12 de fevereiro de 2026, a United Launch Alliance (ULA) realizou o lançamento do foguete Vulcan para a missão USSF-87 a partir do Cabo Canaveral, na Flórida. O objetivo era colocar alguns satélites da Força Espacial dos Estados Unidos em órbitas geossíncronas. Embora essa meta tenha sido cumprida, o foguete passou por uma nova falha em um de seus boosters laterais.

Segundo a nota publicada pela ULA, os controladores em solo notaram uma anomalia de desempenho em um dos quatro boosters de combustível sólido laterais desde o início do voo. E não demorou muito para as imagens transmitidas pela empresa mostrarem explosões e faíscas saindo da região traseira do veículo — algo bastante parecido ao que aconteceu em outubro de 2024, durante a segunda missão da história do foguete.

A versão do Vulcan utilizada neste lançamento conta com quatro boosters de combustível sólido GEM 63XL, uma versão alongada e mais potente dos GEM 63 que são usados nos foguetes Atlas V. O Vulcan pode ser equipado com 0, 2, 4 ou 6 destes boosters, que podem garantir uma capacidade de carga de até 27 toneladas para a órbita baixa da Terra.

Apesar da anomalia — que a ULA chamou cuidadosamente de “obervação”, assim como da última vez — o lançamento continuou sem problemas. Os motores BE-4 e RL10C fizeram seu trabalho e compensaram a perda de desempenho do booster. Segundo a nota publicada pela Força Espacial dos Estados Unidos, os satélites a bordo foram liberados na órbita pretendida cerca de 6,5 horas após a decolagem.

Os comunicados emitidos pelas organizações envolvidas já deixam claro que uma investigação minuciosa será realizada antes do próximo lançamento do Vulcan — algo especialmente problemático para o momento atual da ULA. Existem muitos lançamentos agendados, e dezenas deles são para a Força Espacial dos Estados Unidos, que estava impaciente com atrasos desde antes da primeira anomalia, em outubro de 2024.

O próximo lançamento do foguete seria para a constelação de satélites da Amazon anteriormente conhecida como Projeto Kuiper. Da última vez, o Vulcan demorou cerca de 10 meses para voltar a voar depois que os engenheiros encarregados da investigação concluíram que o problema foi causado por um erro de fabricação.

E mesmo que as investigações encontrem rapidamente a causa desta nova falha, o cenário ainda é bastante desfavorável para a ULA. Afinal, é bem difícil para a Força Espacial justificar a compra de lançamentos de um foguete que enfrentou duas anomalias em seus três últimos voos. As cargas envolvidas nestas missões são bastante importantes para os Estados Unidos e, portanto, garantir a menor chance de falha possível é um ponto importantíssimo no processo de escolha.

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